A minha viagem às Filipinas foi especial porque não só explorei o país pela primeira vez, como também fiz amigos lá antes mesmo de pisar solo filipino. Isto foi possível graças ao meu conhecimento de línguas estrangeiras e à minha participação em comunidades linguísticas.
A vantagem de fazer parte de comunidades linguísticas é a possibilidade de conhecer os seus membros noutros países. Nesta viagem, conheci dois amigos das comunidades de Chabacano e Esperanto. Como nenhum deles se conhecia, reservei dias diferentes para os encontrar. Outro motivo foi que eu certamente falaria Chabacano e Esperanto. Eu conheço as duas línguas, mas eles não.
Gostei muito do tempo que passámos juntos, a falar sobre o Chabacano e o Esperanto. Falámos sobre as nossas experiências aprendendo e convivendo com as línguas e sobre o seu desenvolvimento. A amiga de Chabacano é escritora e deu-me o seu livro em Chabacano e um íman para o frigorífico como lembranças. O amigo de Esperanto trabalha no departamento de Informática e deu-me um calendário local como recordação.
O chabacano é uma língua crioula de base espanhola falada nas Filipinas, sendo a única língua crioula de base espanhola na Ásia, com variedades distintas em Zamboanga, Cavite e Ternate, que misturam vocabulário espanhol com línguas locais filipinas como o tagalo e o cebuano.
O esperanto é a língua construída mais falada no mundo, criada para ser uma segunda língua internacional neutra e fácil de aprender, para a comunicação global e a paz. Os seus falantes estão espalhados pelo mundo, com comunidades formais unidas sob a filiação na maior associação de esperanto, denominada Associação Universal de Esperanto.





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